segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Chuva de Novembro

queria acordar e perceber 
que tudo não passou de um pesadelo
que a noite você estaria aqui 
que juntos sentaríamos na varanda
e apreciaríamos nossos rostos
ao brilho do luar 


queria poder sentir de novo você aqui
mas acho que isso não vai acontecer
pois seguimos caminhos diferentes
e no silencio da sua presença
sinto que te perdi para sempre
e choro em silencio e sozinha


Perdida em pensamentos 
ainda te sinto perto de mim
mas ao mesmo tempo 
muito e muito distante


como ao som de uma musica
que juntos conhecíamos 
nossa chuva de novembro 
acabou sendo uma garoa passageira
restando somente respingos 
que insistem em doer 
como se fosse vinagre e sal
jogado nas feridas que em meu coração ardem

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